
Cultura que não volta mais.
Parei para pensar em como as bases familiares dos tempos atuais estão em decadência em relação às famílias dos antepassados.
Os casais de hoje estão tão abitolados em trabalhos, problemas, desejos pessoais, que nem sobra espaço para pensarem na relação amorosa com sua (eu) parceira (o), ou sua relação afetiva com os filhos.
Todos os dias várias pessoas saem de suas casas e ficam o dia inteiro fora, trabalhando. No fim, quando chegam de volta em casa, na maioria das vezes jantam e dormem assistindo TV (o que acaba com o diálogo), não aproveitando nada do tempo ao lado de sua família.
Penso em por que o mundo chegou a este ponto, que temos que nos abdicar quase que inteiramente do nosso dia para trabalhar e ganhar dinheiro. Está certo que temos que nos sustentar através do trabalho, mas ultimamente as pessoas têm colocado o trabalho acima de muitas outras coisas mais importantes. Parece que somos escravos do dinheiro. Alem do mais, quando chega o fim de semana, muitas dessas pessoas vão realizar os seus desejos particulares que não podem realizar durante a semana, sendo que o homem vai para um lado, junto de seus amigos, e a mulher para o outro, na casa de sua mãe, reunir as amigas, e os filhos os seguem, meio que perdidos, sem compartilhar a verdadeira união da família.
No fim, os filhos vão crescendo como se fossem órfãos, e vão ganhando independência mais cedo, apreendendo as coisas mais rapidamente, e logo estarão no “mundão”, como os pais, e como não tiveram uma base familiar digna de ensinar-lhes os valores da família e a devida educação que todos devem ter, se tornam pessoas sem sentimento e sem visão da importância que é constituir uma família, um resguardo nas horas difíceis, e dessa forma o amor dos velhos tempos, a imagem do pai e filho compartilhando um momento a sós, da mãe com o filho no parque, do namoro dos casais no banco da praça, das trocas de olhares, se transformam em vidas sem graça, onde o filho é apenas uma continuação da família, o banquinho da praça é o do escritório, os olhares são para as telas dos computadores e o amor é ao dinheiro/ganância.
Os tempos mudam, mas os conceitos do passado não podem ser esquecidos e deixados para trás.
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