sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ALÉM DO SENTIMENTO

Tivemos que aprender, que quando o amor nos cega nós não sentimos dor, nós relevamos o irrelevante, fingimos estar bem quando tudo já está desmoronado, procuramos sorrir para não derramar uma lágrima, para não aceitar que aquela história pode ter chegado ao final, e mesmo que tenhamos essa convicção, de que a história realmente tenha chegado ao final, possamos ocultar o ponto final para conseguir escrever só mais uma linha da história de amor.
Quando finalmente nossos olhos se abrem, só sentimos a dor das feridas cicatrizando, a angustia no peito, quero dizer, aquele aperto que achamos ser eterno. Percebemos que relevamos muitas coisas irrelevantes, sorrimos quando na verdade queríamos dizer boas verdades. E agora é a hora em que colocamos os pés em terra firme e enxergamos, que não deve haver arrependimento por ter amado. Amei, amei com todas as minhas qualidades e defeitos, aceitando todos os seus costumes e conceitos.
Aprendemos a amar nós mesmos mais do que antes, a não deixarmos nos cegar outra vez, mas sem nunca desacreditar no amor. Aprendemos a viver essas coisas do coração, da única maneira que se pode aprender... vivendo!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sentimento oculto




Talvez eu perca a oportunidade de falar o que eu tanto quero te dizer. Talvez eu não tenha a coragem e essa oportunidade passe, e você nunca saiba. Acontece que você não me dá espaço e eu não tenho como penetrar no seu mundo, quer dizer, no seu coração, e deixar dentro dele uma pequena semente do meu amor por você, do quanto eu te quero pra mim, na minha vida. Eu ficaria esperando esse amor florescer, eu ficaria mesmo esperando, mesmo sabendo que talvez nunca brote uma folha se quer.