
Pedi para que fechasse os olhos, peguei você pelas mãos e quis guiar os seus passos. Coloquei você na beira de um penhasco para queda livre no mar, eu estava do seu lado.
Você confiava em mim, e eu arriscaria pular com você.
As vezes me pego com o coração fora de ôrbita e nada mais parece capaz de prendê-lo em terra firme. Por que os terremotos causaram as dores que hoje ele ainda sente.
Por mais que tentastes laça-lo e envolvê-lo com seu sentimento, aos poucos você o deixava escapar entre os dedos. Eu queria estar preso ao seu peito, com cadeados sem chaves, correntes que não se quebram, sentimentos que não se desfazem.
A causa-dor de tudo foi a incapacidade de confiar e arriscar o salto em queda livre junto de mim.
Você fez a jura que jamais se faz a alguém que realmente lhe ama, você disse amar também.
Jogue fora seus princípios se pra você o amar é apenas gostar.
Não lhe obrigo a sentir, nem a mentir. Quero que com outrem seja sincera, que com outrem não provoques a mesma fúria que afoga o peito. Não crie a ilusão para prender-me a ti, e usar nas horas em que nada mais lhe convém.
Se uma só gota do que choras hoje fosse verdade sobre o diz sentir, seria um mar para mim, saber que por uma fração você sentiu algo além do que o simples gostar.
Faço para ti a prece mais sincera, para que um dia você não sintas o que provoca em mim.
Aprenda com isso que não se pode maltratar os corações de outras pessoas que lhe querem tão bem. Não finjas um amor que não sente, não mintas não finja assim, tente olhar pra você, tente entender.
O que escrevo agora é para você, com essas palavras me liberto das lembrança que eu nunca pude esquecer.
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