Tivemos que aprender, que quando o amor nos cega nós não sentimos dor, nós relevamos o irrelevante, fingimos estar bem quando tudo já está desmoronado, procuramos sorrir para não derramar uma lágrima, para não aceitar que aquela história pode ter chegado ao final, e mesmo que tenhamos essa convicção, de que a história realmente tenha chegado ao final, possamos ocultar o ponto final para conseguir escrever só mais uma linha da história de amor.
Quando finalmente nossos olhos se abrem, só sentimos a dor das feridas cicatrizando, a angustia no peito, quero dizer, aquele aperto que achamos ser eterno. Percebemos que relevamos muitas coisas irrelevantes, sorrimos quando na verdade queríamos dizer boas verdades. E agora é a hora em que colocamos os pés em terra firme e enxergamos, que não deve haver arrependimento por ter amado. Amei, amei com todas as minhas qualidades e defeitos, aceitando todos os seus costumes e conceitos.
Aprendemos a amar nós mesmos mais do que antes, a não deixarmos nos cegar outra vez, mas sem nunca desacreditar no amor. Aprendemos a viver essas coisas do coração, da única maneira que se pode aprender... vivendo!
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